quinta-feira, junho 17, 2010

Ana

É o nevoeiro, sabes.
E eu aqui fechado em casa
à espera que chegues todos os dias
sem saber se tu chegas todos os dias
à espera da chave na porta e tu a entrares
tu que vens de lá de fora todos os dias, do trabalho
vens do nevoeiro, do escuro, nem sei como
da chuva, de toda esta chuva que se ouve
E se
não sei
se tu não entrares
se tu um dia, imagina
um dia eu aqui à espera, aqui dentro
os barulhos lá fora
e tu não
e nunca mais.
Se desapareceres
se tu um dia
depois como é
como é que vai ser
o que é que eu posso
o que é que eu devo
o que é que eu faço se um dia tu não entrares?
É nisso que eu penso.
E as pessoas lá fora
Está alguém lá fora que passa o dia lá fora
alguém que quer falar contigo mas não te encontra
mas quando te encontrar
o que é que vai acontecer
o que é que vai acontecer quando te encontrar?
E eu aqui
e só quando entras é que eu
só quando te tenho aqui ao pé de mim
aí sentada
só então é que posso descansar.
Desculpa.
Tens razão, desculpa.
é só o nevoeiro, é só a noite, é só isso.
Estou cansado. Cansado de estar aqui dentro fechado
todos os dias
de não conseguir trabalhar
e de estar à tua espera todos os dias.
Devia sair
talvez se eu saísse
nem que fosse descer só à rua.
Se não tivesse tanto medo de me perder
se tivesse um sítio para onde
porque é muito difícil sair quando não tenho nenhum sítio
para onde ir
quando não tenho nada lá fora
não se vê nada
não se vê ninguém
e esta impressão.
Não sei.

José Maria Vieira Mendes

Wise up?

segunda-feira, junho 07, 2010

Este fim de semana

Foi das melhores viagens que fiz! E foi mesmo aqui ao lado!
Soube mesmo bem.

quinta-feira, maio 20, 2010

Para ti!

quarta-feira, maio 19, 2010

Música do dia

sexta-feira, maio 14, 2010

Ontem fiquei ansioso

Fiquei ansioso, pelo meu futuro.
Porque se quiser ser bom, tenho que me dedicar, mas essa dedicação irá ocupar-me tempo e eu não sei como lidar com algumas coisas.
Não sei lidar com o facto de ter que ir a baptizados ou a funerais ou a casamentos, e não puder, porque tenho peça e ninguém me pode substituir.
Não sei lidar com o facto de os nossos filhos precisarem de mim e não poder estar lá para eles.
Não sei lidar com o facto de tu me quereres e não estar por perto.
Eu sei que isto é tudo por antecipação, mas não estou a saber lidar com a conjugação da minha vida pessoal e profissional...

quinta-feira, abril 01, 2010

Hoje

fiz três coisas que já não fazia há muito tempo.

Subi a uma árvore e fiquei lá, só porque posso;

deixei correr a água do tanque pelos canais só para ver a força que tinha;

e corri em erva alta e molhada enquanto me ria alto. E só há uma forma de o fazer direito. Esta:

quinta-feira, março 25, 2010

quarta-feira, março 24, 2010

My name is asher lev

If you want to know how to do a thing you must first have a complete desire to do that thing. Then go to kindred spirits - others who have wanted to do that thing - and study their ways and means, learn from their successes and failures and add your quota. Thus you may acquire from the experience of the race. And with this technical knowledge you may go forward, expressing through the play of forms the music that is in you and wich is very personal to you.

quinta-feira, março 18, 2010

Fado da tristeza

Não cantes alegrias a fingir
Se alguma dor existir
A roer dentro da toca
Deixa a tristeza sair
Pois só se aprende a sorrir
Com a verdade na boca

Quem canta uma alegria que não tem
Não conta nada a ninguém
Fala verdade a mentir
Cada alegria que inventas
Mata a verdade que tentas
Pois e tentar a fingir

Não cantes alegrias de encomenda
Que a vida não se remenda
Com morte que não morreu
Canta da cabeça aos pés
Canta com aquilo que és
Só podes dar o que é teu

terça-feira, março 16, 2010

Verdade ou mentira

" assisti à cena seguinteentre um farmacêutico de idade já avançada e um indivíduo, vestindo um impermeável, que parecua conduzir-se correcta ou até atenciosamente. O farmacêutico recusava-se a comprar-lhe o retreato do Führer.

"Este retrato vem directamente de Munique, e está a ser vendido por 28 xelins, já emoldurado; acrescento que o Partido recomenda a sua aquisição e que muitos dos seus membros mais altamente colocados o têm também".

"Mas", respondia o farmacêutico, "é que precisamente comprei outro ontem, que é ainda mais bem feito e, embora de perfil, ainda mais fiel do que o seu".

"Como quiser", respondeu o vendedor, "mas devo-lhe dizer que fui mandatado pelo Partido para vender este retrato, e que registo o nome de todos os compradores num caderno especial, porque tudo tem que ser feito correctamente, e, como Göering tão bem disse, nenhuma pessoa inocente será fuzilada...".

O farmacêutico pagou os 28 Xelins."

Annemarie Schwarzenbach, A Áustria à espera de um novo libertador?

Achei este texto uma enorme estória.
A possibilidade de o vendedor ser um aldabrão. A possibilidade de não ser. O farmacêutico recusar comprar. O farmacêutico recusar ser mais uma vez forçado.
O medo que aqui paira - E se ele não me comprar? E se ele me denunciar - ou - E se eu não lho comprar? E se eu for apanhado?.

Muito bom mesmo

Desculpa

às vezes não sei.
às vezes parece que estou distante e o que eu quero é estar mais perto.
Serei assim tão confuso... Ontem queria ter estado perto, muito perto, mas acabei bem longe. e pior que longe acabei a magoar-te. e isso é que eu não queria.
Por isso acaba por me magoar a mim. parece que falhei. parece que sou fraco. parece que só penso em mim.

Não gosto do que fiz, não gosto de como te sentes. não gosto de como me sinto depois te ver.

domingo, março 14, 2010

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

o post a a seguir é grande mas vale a pena!

J.K. Rowling Speaks at Harvard Commencement from Harvard Magazine on Vimeo.

*Dedicado ao BA*

President Faust, members of the Harvard Corporation and the Board of Overseers, members of the faculty, proud parents, and, above all, graduates.

The first thing I would like to say is ‘thank you.’ Not only has Harvard given me an extraordinary honour, but the weeks of fear and nausea I have endured at the thought of giving this commencement address have made me lose weight. A win-win situation! Now all I have to do is take deep breaths, squint at the red banners and convince myself that I am at the world’s largest Gryffindor reunion.

Delivering a commencement address is a great responsibility; or so I thought until I cast my mind back to my own graduation. The commencement speaker that day was the distinguished British philosopher Baroness Mary Warnock. Reflecting on her speech has helped me enormously in writing this one, because it turns out that I can’t remember a single word she said. This liberating discovery enables me to proceed without any fear that I might inadvertently influence you to abandon promising careers in business, the law or politics for the giddy delights of becoming a gay wizard.

You see? If all you remember in years to come is the ‘gay wizard’ joke, I’ve come out ahead of Baroness Mary Warnock. Achievable goals: the first step to self improvement.

Actually, I have wracked my mind and heart for what I ought to say to you today. I have asked myself what I wish I had known at my own graduation, and what important lessons I have learned in the 21 years that have expired between that day and this.

I have come up with two answers. On this wonderful day when we are gathered together to celebrate your academic success, I have decided to talk to you about the benefits of failure. And as you stand on the threshold of what is sometimes called ‘real life’, I want to extol the crucial importance of imagination.

These may seem quixotic or paradoxical choices, but please bear with me.

Looking back at the 21-year-old that I was at graduation, is a slightly uncomfortable experience for the 42-year-old that she has become. Half my lifetime ago, I was striking an uneasy balance between the ambition I had for myself, and what those closest to me expected of me.

I was convinced that the only thing I wanted to do, ever, was to write novels. However, my parents, both of whom came from impoverished backgrounds and neither of whom had been to college, took the view that my overactive imagination was an amusing personal quirk that would never pay a mortgage, or secure a pension. I know that the irony strikes with the force of a cartoon anvil, now.

So they hoped that I would take a vocational degree; I wanted to study English Literature. A compromise was reached that in retrospect satisfied nobody, and I went up to study Modern Languages. Hardly had my parents’ car rounded the corner at the end of the road than I ditched German and scuttled off down the Classics corridor.

I cannot remember telling my parents that I was studying Classics; they might well have found out for the first time on graduation day. Of all the subjects on this planet, I think they would have been hard put to name one less useful than Greek mythology when it came to securing the keys to an executive bathroom.

I would like to make it clear, in parenthesis, that I do not blame my parents for their point of view. There is an expiry date on blaming your parents for steering you in the wrong direction; the moment you are old enough to take the wheel, responsibility lies with you. What is more, I cannot criticise my parents for hoping that I would never experience poverty. They had been poor themselves, and I have since been poor, and I quite agree with them that it is not an ennobling experience. Poverty entails fear, and stress, and sometimes depression; it means a thousand petty humiliations and hardships. Climbing out of poverty by your own efforts, that is indeed something on which to pride yourself, but poverty itself is romanticised only by fools.

What I feared most for myself at your age was not poverty, but failure.

At your age, in spite of a distinct lack of motivation at university, where I had spent far too long in the coffee bar writing stories, and far too little time at lectures, I had a knack for passing examinations, and that, for years, had been the measure of success in my life and that of my peers.

I am not dull enough to suppose that because you are young, gifted and well-educated, you have never known hardship or heartbreak. Talent and intelligence never yet inoculated anyone against the caprice of the Fates, and I do not for a moment suppose that everyone here has enjoyed an existence of unruffled privilege and contentment.

However, the fact that you are graduating from Harvard suggests that you are not very well-acquainted with failure. You might be driven by a fear of failure quite as much as a desire for success. Indeed, your conception of failure might not be too far from the average person’s idea of success, so high have you already flown.

Ultimately, we all have to decide for ourselves what constitutes failure, but the world is quite eager to give you a set of criteria if you let it. So I think it fair to say that by any conventional measure, a mere seven years after my graduation day, I had failed on an epic scale. An exceptionally short-lived marriage had imploded, and I was jobless, a lone parent, and as poor as it is possible to be in modern Britain, without being homeless. The fears that my parents had had for me, and that I had had for myself, had both come to pass, and by every usual standard, I was the biggest failure I knew.

Now, I am not going to stand here and tell you that failure is fun. That period of my life was a dark one, and I had no idea that there was going to be what the press has since represented as a kind of fairy tale resolution. I had no idea then how far the tunnel extended, and for a long time, any light at the end of it was a hope rather than a reality.

So why do I talk about the benefits of failure? Simply because failure meant a stripping away of the inessential. I stopped pretending to myself that I was anything other than what I was, and began to direct all my energy into finishing the only work that mattered to me. Had I really succeeded at anything else, I might never have found the determination to succeed in the one arena I believed I truly belonged. I was set free, because my greatest fear had been realised, and I was still alive, and I still had a daughter whom I adored, and I had an old typewriter and a big idea. And so rock bottom became the solid foundation on which I rebuilt my life.

You might never fail on the scale I did, but some failure in life is inevitable. It is impossible to live without failing at something, unless you live so cautiously that you might as well not have lived at all – in which case, you fail by default.

Failure gave me an inner security that I had never attained by passing examinations. Failure taught me things about myself that I could have learned no other way. I discovered that I had a strong will, and more discipline than I had suspected; I also found out that I had friends whose value was truly above the price of rubies.

The knowledge that you have emerged wiser and stronger from setbacks means that you are, ever after, secure in your ability to survive. You will never truly know yourself, or the strength of your relationships, until both have been tested by adversity. Such knowledge is a true gift, for all that it is painfully won, and it has been worth more than any qualification I ever earned.

So given a Time Turner, I would tell my 21-year-old self that personal happiness lies in knowing that life is not a check-list of acquisition or achievement. Your qualifications, your CV, are not your life, though you will meet many people of my age and older who confuse the two. Life is difficult, and complicated, and beyond anyone’s total control, and the humility to know that will enable you to survive its vicissitudes.

Now you might think that I chose my second theme, the importance of imagination, because of the part it played in rebuilding my life, but that is not wholly so. Though I personally will defend the value of bedtime stories to my last gasp, I have learned to value imagination in a much broader sense. Imagination is not only the uniquely human capacity to envision that which is not, and therefore the fount of all invention and innovation. In its arguably most transformative and revelatory capacity, it is the power that enables us to empathise with humans whose experiences we have never shared.

One of the greatest formative experiences of my life preceded Harry Potter, though it informed much of what I subsequently wrote in those books. This revelation came in the form of one of my earliest day jobs. Though I was sloping off to write stories during my lunch hours, I paid the rent in my early 20s by working at the African research department at Amnesty International’s headquarters in London.

There in my little office I read hastily scribbled letters smuggled out of totalitarian regimes by men and women who were risking imprisonment to inform the outside world of what was happening to them. I saw photographs of those who had disappeared without trace, sent to Amnesty by their desperate families and friends. I read the testimony of torture victims and saw pictures of their injuries. I opened handwritten, eye-witness accounts of summary trials and executions, of kidnappings and rapes.

Many of my co-workers were ex-political prisoners, people who had been displaced from their homes, or fled into exile, because they had the temerity to speak against their governments. Visitors to our offices included those who had come to give information, or to try and find out what had happened to those they had left behind.

I shall never forget the African torture victim, a young man no older than I was at the time, who had become mentally ill after all he had endured in his homeland. He trembled uncontrollably as he spoke into a video camera about the brutality inflicted upon him. He was a foot taller than I was, and seemed as fragile as a child. I was given the job of escorting him back to the Underground Station afterwards, and this man whose life had been shattered by cruelty took my hand with exquisite courtesy, and wished me future happiness.

And as long as I live I shall remember walking along an empty corridor and suddenly hearing, from behind a closed door, a scream of pain and horror such as I have never heard since. The door opened, and the researcher poked out her head and told me to run and make a hot drink for the young man sitting with her. She had just had to give him the news that in retaliation for his own outspokenness against his country’s regime, his mother had been seized and executed.

Every day of my working week in my early 20s I was reminded how incredibly fortunate I was, to live in a country with a democratically elected government, where legal representation and a public trial were the rights of everyone.

Every day, I saw more evidence about the evils humankind will inflict on their fellow humans, to gain or maintain power. I began to have nightmares, literal nightmares, about some of the things I saw, heard, and read.

And yet I also learned more about human goodness at Amnesty International than I had ever known before.

Amnesty mobilises thousands of people who have never been tortured or imprisoned for their beliefs to act on behalf of those who have. The power of human empathy, leading to collective action, saves lives, and frees prisoners. Ordinary people, whose personal well-being and security are assured, join together in huge numbers to save people they do not know, and will never meet. My small participation in that process was one of the most humbling and inspiring experiences of my life.

Unlike any other creature on this planet, humans can learn and understand, without having experienced. They can think themselves into other people’s places.

Of course, this is a power, like my brand of fictional magic, that is morally neutral. One might use such an ability to manipulate, or control, just as much as to understand or sympathise.

And many prefer not to exercise their imaginations at all. They choose to remain comfortably within the bounds of their own experience, never troubling to wonder how it would feel to have been born other than they are. They can refuse to hear screams or to peer inside cages; they can close their minds and hearts to any suffering that does not touch them personally; they can refuse to know.

I might be tempted to envy people who can live that way, except that I do not think they have any fewer nightmares than I do. Choosing to live in narrow spaces leads to a form of mental agoraphobia, and that brings its own terrors. I think the wilfully unimaginative see more monsters. They are often more afraid.

What is more, those who choose not to empathise enable real monsters. For without ever committing an act of outright evil ourselves, we collude with it, through our own apathy.

One of the many things I learned at the end of that Classics corridor down which I ventured at the age of 18, in search of something I could not then define, was this, written by the Greek author Plutarch: What we achieve inwardly will change outer reality.

That is an astonishing statement and yet proven a thousand times every day of our lives. It expresses, in part, our inescapable connection with the outside world, the fact that we touch other people’s lives simply by existing.

But how much more are you, Harvard graduates of 2008, likely to touch other people’s lives? Your intelligence, your capacity for hard work, the education you have earned and received, give you unique status, and unique responsibilities. Even your nationality sets you apart. The great majority of you belong to the world’s only remaining superpower. The way you vote, the way you live, the way you protest, the pressure you bring to bear on your government, has an impact way beyond your borders. That is your privilege, and your burden.

If you choose to use your status and influence to raise your voice on behalf of those who have no voice; if you choose to identify not only with the powerful, but with the powerless; if you retain the ability to imagine yourself into the lives of those who do not have your advantages, then it will not only be your proud families who celebrate your existence, but thousands and millions of people whose reality you have helped change. We do not need magic to change the world, we carry all the power we need inside ourselves already: we have the power to imagine better.

I am nearly finished. I have one last hope for you, which is something that I already had at 21. The friends with whom I sat on graduation day have been my friends for life. They are my children’s godparents, the people to whom I’ve been able to turn in times of trouble, people who have been kind enough not to sue me when I took their names for Death Eaters. At our graduation we were bound by enormous affection, by our shared experience of a time that could never come again, and, of course, by the knowledge that we held certain photographic evidence that would be exceptionally valuable if any of us ran for Prime Minister.

So today, I wish you nothing better than similar friendships. And tomorrow, I hope that even if you remember not a single word of mine, you remember those of Seneca, another of those old Romans I met when I fled down the Classics corridor, in retreat from career ladders, in search of ancient wisdom:
As is a tale, so is life: not how long it is, but how good it is, is what matters.
I wish you all very good lives.
Thank you very much.

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Obrigado por me teres abraçado tão apertadinho

We all bear the scars
Yes, we all feign a laugh
We all cry in the dark
Get cut off before we start

And as your first act begins
You realise they're all waiting
For a fall, for a flaw, for the end

And there's a path stained with tears
Could you talk to quiet my fears
Could you pull me aside
Just to acknowledge that i've tried

As your last breath begins
Contently take it in
Cause we all get it in
The end

And as your last breath begins
You find your demon's your best friend
And we all get it in
The end



quinta-feira, fevereiro 11, 2010

sábado, fevereiro 06, 2010

Música do dia

segunda-feira, janeiro 18, 2010

piroso...mas honesto!

Maria:
Perhaps I had a wicked childhood
Perhaps I had a miserable youth
But somwhere in my wicked, miserable past
There must have been a moment of truth

For here you are, standing there, loving me
Whether or not you should
So somewhere in my youth or childhood
I must have done something good

Nothing comes from nothing
Nothing ever could
So somewhere in my youth or childhood
I must have done something good

Captain:
For here you are, standing there, loving me
Whether or not you should

Maria:
So somewhere in my youth or childhood
I must have done something good

Maria and the Captain:
Nothing comes from nothing
Nothing ever could

Maria:
So somewhere in my youth
Captain:
Or childhood
Maria:
I must have done something . . .
Maria and the Captain:
Something good

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Cavalo à solta

Não sei se é a melhor versão mas a letra é simplesmente única...
e é simplesmente tua

Cavalo à solta

Minha laranja amarga e doce
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve breve
instante da loucura.

Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa.

Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo.

Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.

Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo.

Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura.

José Carlos Ary dos Santos


jura

Jura que não vais ter uma aventura
Dessas que acontecem numa altura
E depois se desvanecem
Sem lembrança boa ou má
E por isso mesmo se esquecem

Jura que se tiveres uma aventura
Vais contar uma mentira
Com cuidado e com ternura
Vais fazer uma pintura
Com uma tinta qualquer
Que o ciúme é queimadura
Que faz o coração sofrer

Jura que não vais ter uma aventura
Porque eu hei-de estar sempre à altura
De saber
Que a solidão é dura
E o amor é uma fervura
Que a saudade não segura
E a razão não serena

(os dois últimos versos foram eliminados pelo autor deste blogue... só porque sim!)

domingo, janeiro 10, 2010

sim sou optimista

mas não tenho de ser sempre. Não tenho de aceitar de sorriso nos lábios o que não compreendo. Na vida somos o que somos. Ponto.
Todos temos maus momentos, eu tenho (muitas vezes) os meus. Não têm de me aturar, se o fazem é porque querem, porque talvez me compreendam melhor do que eu mesma. O que eu não compreendo não tenho de aturar. Não compreendo quem apregoa felicidade sabendo que não é feliz. Não compreendo como é que se pode ter uma visão dum mundo que não existe: e nada disto tem a ver com teorias políticas ou ideológicas, tem a ver com a vida como ela é.

roubado de Acreditemos

segunda-feira, outubro 26, 2009

música do dia



A primeira que me foi dedicada.
A primeira que não entendi.
A primeira que me abriu um mundo novo.
A primeira que me fez amar.

A primeira de muitas.

sexta-feira, outubro 23, 2009

Música do dia



porque nem sempre é assim, mas é assim que eu queria que fosse todos os dias

quinta-feira, outubro 22, 2009

musica do dia

A moral

(...)

terça-feira, outubro 20, 2009

Almost

"It's a birthday! Everyone loves surprises on their birthday!"

Norah Walker, S02E01

segunda-feira, outubro 19, 2009

domingo, outubro 18, 2009

Juntos

Vai acontecer mais vezes,
Vamos vê-los outras tantas,
E há-de haver o dia em que não vai haver maneira de fugir,

Mas não faz mal nenhum...
Porque juntos somos mais que a vida,
Juntos somos pedra e mar,
Somos porto e âncora,
Somos amor e paixão

Juntos ninguém nos pára.

Não te preocupes,
Não fiques nervoso que eu não fico amuado!
Juntos ninguém nos pode fazer mal.

sexta-feira, outubro 16, 2009

porque tu pareces não entender

*UPDATE* É mentira, tu sabes. Obrigado pelo jantar

Significado de romântico

adj. Relativo ao romantismo: literatura romântica.
Diz-se de quem nas ideias, no carácter ou no temperamento, revela algo de apaixonado, de nobre, de lírico, que o eleva acima do prosaico, do quotidiano: amante romântico.
Que evoca o estado de alma e as emoções próprias dos românticos: uma canção romântica.
Fig. Lírico, poético: palavras românticas.
Fig. Exaltado, arrebatado, apaixonado: temperamento romântico.
Fig. e Pej. Sentimental, piegas, meloso: novela romântica.

quarta-feira, outubro 14, 2009

Beam me up Scottie

e assim ia eu para barcelona...

Sobre "Birth of a Nation"

"os pequenos negros a levar tau-tau"

frase proferida por um professor meu

Estética

"O objecto"
(José Carlos Ary dos Santos)

Há que dizer-se das coisas
o somenos que elas são.
Se for um copo é um copo
se for um cão é um cão.
Mas quando o copo se parte
e quando o cão faz ão ão?
Então o copo é um caco
e o cão não passa de um cão.

Quatro cacos são um copo
quatro latidos um cão
Mas se forem de vidraça
e logo forem janela?
Mas se forem de pirraça
e logo forem cadela?
E se o copo for rachado?
E se o cão não tiver dono?
Não é um copo é um gato
não é um cão é um chato
que nos interrompe o sono.

E se o chato não for chato
e apenas cão sem coleira?
E se o copo for de sopa?
Não é um copo é um prato
não é um cão é literato
que anda sem eira nem beira
e não ganha para a roupa.

E se o prato for de merda
E se o literato for de esquerda?
Parte-se o prato que é caco
mata-se o vate que é cão
e escrevemos então
parte prato sape gato
vai-te vate foge cão.
Assim se chamam as coisas
pelos nomes que elas são.

terça-feira, outubro 13, 2009

Para o meu lutador

"A maior vitória na competição é derivada da satisfação interna de saber que se fez o melhor e que se obteve o máximo daquilo que se deu." (Howard Cosell)

quinta-feira, outubro 08, 2009

Para ti

Porque quando são os problemas dos outros, tu queres saber e preocupas-te e queres ajudar, mas quando são os teus: afogas-te em comentários políticos, em blogues e em canais noticiosos, tentando disfarçar o mal-estar em que estás:

"Se não se falar, não se evolui"

terça-feira, outubro 06, 2009

aHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

segunda-feira, agosto 17, 2009

E nós?

segunda-feira, junho 22, 2009

Anda comigo ver os aviões



Anda comigo ver os aviões levantar voo
A rasgar as nuvens
Rasgar o céu

Anda comigo ao porto de leixões ver os navios
a levantar ferro
a rasgar o mar

Um dia eu ganho a lotaria
Ou faço uma magia
(mas que eu eu morra aqui)
Mulher tu sabes o quanto eu te amo,
O quanto eu gosto de ti
e que eu morra aqui
Se um dia eu não te levo à América
Nem que eu leve a América até ti

Nada comigo ver os automóveis à avenida
A rasgar nas curvas
A queimar pneus

Um dia vamos ver os foguetões levantar voo
A rasgar as núvens
A rasgar o céu...

Um dia eu ganho o totobola
Ou pego na pistola
Mas que eu morra aqui
Mulher tu sabes o quanto eu te amo
O quanto eu gosto de ti
E que eu morra aqui
Se um dia eu não te levo à lua
Nem que eu roube a lua
Só para ti


Um dia eu ganho o totobola
Ou pego na pistola
Mas que eu morra aqui
Mulher tu sabes o quanto eu te amo
O quanto eu gosto de ti
E que eu morra aqui
Se um dia eu não te levo à América
Nem que eu leve a América até ti

Os Azeitonas

sábado, junho 20, 2009

Bem-vinda Benedita


"Olá pequenina. O meu nome é José e tenho 102 anos. Sou um sortudo. Sorte por ter nascido, como tu. Por poder abraçar a minha mulher. Por ter conhecido os meus amigos. Por me ter despedido deles. Por continuar aqui.

Quererás saber a razão por que te vim conhecer hoje. É que muita gente te vai dizer «Que péssima altura que escolheste para vir ao mundo», que há crise, que tudo vai mal. Ah! Isso apenas te fará mais forte. Eu vivi momentos piores que este, mas no fim só vais recordar as coisas boas. Não percas tempo com parvoíces, que há bastantes, e vai à procura daquilo que te faz feliz, porque o tempo passa muito depressa.

Já vivi 102 anos e garanto-te que a única coisa de que não vais gostar na vida é que te vai parecer demasiado curta .

Estás aqui para ser feliz!."

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

TCCOBB

“...What I think is, it’s never
too late...or, in my case, too
early, to be whoever you want to
be...There’s no time limit, start
anytime you want...change or stay
the same...there aren’t any
rules...We can make the best or
worst of it...I hope you make the
best...I hope you see things that
startle you. Feel things you
never felt before. I hope you
meet people who have a different
point of view. I hope you
challenge yourself. I hope you
stumble, and pick yourself up. I
hope you live the life you wanted
to...and if you haven’t, I hope
you start all over again.”

quinta-feira, janeiro 08, 2009

AMO-TE MESMO MUITO

quarta-feira, maio 28, 2008

What's Your Best Quality?

Personality

Your best quality is your personality! People like you because you are an all around good person. You have good manners and values. You also like to express your personal style and interests.

segunda-feira, maio 26, 2008

Ellen Page

Muitos de vocês conhecem-na do excelente filme que era Juno (para além da banda sonora inacreditável) mas eu estou apaixonado desde os tempos do X-Men (Go Kitty Go). Esta é só mais uma razão para ela ser a maior:



emprestado do foto-esfera

domingo, maio 25, 2008

Cirque du Soleil

Hoje fui ao Cirque du Soleil ver o Quidam...
Fui chamado ao palco... Estive contente.
Parecia um miúdo... Ainda estou a sorrir.
Obrigado Pais, por me terem levado lá...

Obrigado Guillermo Toto Castneiras, por me teres chamado

quarta-feira, maio 21, 2008

Testes, por fazer testes



Brought To You By Sex Toys



A minha pontuação:
Alcohol: 500
Marijuana: 500
LSD: 875
MDMA: 825
Mushrooms: 200
Salvia: -150
Heroin: 450
Cocaine: 425

sábado, maio 17, 2008

Piroso quanto baste

Vamos votar na Vânia... A ver se ganhamos nem que seja só nas sondagens...

http://www.eurovision2008.org/who-will-win-eurovision-2008/

Bruno Aleixo

Assim se chama o fenómeno que começa a alastrar-se pelo País.
E está claro, eu quero fazer parte dessa onda maciça que vai irromper por Portugal em uivos de rejubilo pelos conselhos de Bruno Aleixo.
Deixo-vos aqui um vídeo de um almoço entre o Bruno e o Markl...
"não, cocó calhou-te a ti"

sexta-feira, maio 16, 2008

Aposto que a Benedita não sabe


Em Lisboa

Depois de uma noite de trabalho árduo a restaurar o palco do Pervy, estava a vir para casa e vi uma banheira de bebé encostada a uma parede. Reparei que tinha um bilhete junto.
"Nesta banheira banharam-se dois lindos bebés.

Usem-na, estimem-na e se possível passem-na a quem precisa.

Obrigada."

Fénix

Este blog renasceu...
Esteve parado por várias razões...
Primeiro foi o computador...computador novo.
Depois foi a net...Falei com a Clix
Vários problemas depois...apareceu a net.

Depois foi a prequiça, foi o facto de já não estar habituado a vir aqui, simples razões que levaram a que ele se fosse arrastando durante os tempos...

Mas está de volta.

Não vou fazer um update do que ando a fazer... Espero regressar a este blog mais vezes e ir deixando aqui pedaços do que sou e do que ando a fazer... mas pronto deixemo-nos de lamechices... Como diria Margo Channing: "Fasten your seatbelts, it's going to be a bumpy night!"

sexta-feira, abril 18, 2008

ESTE BLOG VAI RENASCER EM BREVE

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Este blog é vosso

Há muito tempo atrás eu decidi que um dia iria entregar este blog a minha família.
A minha ideia era fazê-lo no Natal... mas, com prendas em atraso, amigos para visitar, primos para passear, acabei por não ter tempo de o fazer...
Mas como o Natal é quando o Homem quiser, os meus pais e irmãos vão receber uma prenda nos próximos dias: o blog aqui do João, impresso e encadernado e com os vossos comentários, com uma edição das músicas em CD ainda em preparação...
Espero que eles gostem de tudo...

O meu avô Álvaro

Eu nunca conheci o meu avô biológico materno (nem o paterno). Ele morreu quando a minha mãe estava para fazer dois anos.

Não sei muita coisa sobre ele. Sei que era Jornalista, que ia muitas vezes ao Brasil e que trabalhava na Flama (uma revista de fofocas da altura que chegou a ter a minha mãe na capa. Yes, stardom runs in the family).

E em minha casa existem uma série de fotografias dele... Sempre me fascinaram.

É o estilo natural, é o sorriso malandreco, é a época em si, as roupas, os cabelos, é a atitude de quem não teme e de quem está muito bem com a vida.

E não sei porque, mas sempre me revi muito nelas,sempre achei que existia ali um pedaço de mim, nem que seja pelas orelinhas a saírem...

Deixo-vos aqui algumas para vocês verem...






terça-feira, dezembro 18, 2007

O meu natal...

Este ano começou mais cedo...
De repente na minha cama estava uma "almofada estranha".
Percebi que me estavas a enganar e fui ver...

Não me queria acreditar. Chamei-te nomes e bati-te.
Mas passei durante os dias a seguir a agradecer-te e pular de alegria.

Tinha recebido uma (e tem que se ler com a voz do anúncio) PLAYSTATION3

Hoje não reconheci o meu país

Um dos meus professores é russo. Chama-se Dmitry. Tem um sotaque cerrado, fala português mas de vez em quando inventa umas expressões maravilhosas ("vou-vos abrir um segredo"). Mora em Portugal a 10 anos.

Hoje foi ao banco e não o atenderam.
Era estrangeiro!!!

Hoje não reconheci mesmo o meu país...

A minha ausência

A minha ausência deve-se ao cansaço.
A chegar a casa tarde das aulas a só conseguir acabar de almoçar por volta das 16:00

Mas a minha ausência deve-se sobretudo a não ter computador, logo não ter net.
E a net no shopping fica um pouco cara.

Mas hoje ainda tenho tempo e por isso cá vou eu

quinta-feira, novembro 15, 2007

Já está!!!

O primeiro que recebi foi uma prenda de Natal, uma compensação por ter abdicado de vinte minutos de comédia pelos debates dos candidatos à presidência da República.
Quase dois anos depois, também veio de ti o último... Tu começaste, tu acabaste... Obrigado, pela imensidão de risos descontrolados que me deste.

quinta-feira, novembro 08, 2007

AMUO

Esta não é a melhor música do último cd dos clã, mas é, sem dúvida nenhuma, aquela que foi feita a pensar em mim e no meu afilhado... Quanto ao resto do CD, uma pequena maravilha, que toca muitas vezes no meu carro

Vejo que estás mais crescida
Já dobras a frustração
Bates com a porta ao Mundo
Quando ele te diz não

Envolves o teu espaço
Na tua membrana ausente
Recuas atrás um passo
Pra depois dar dois em frente

Amuar faz bem

Ficas descalça em casa
A fazer a tua cura
Salva por um bom amuo
De fazer má figura

Amanhã o mundo inteiro
Vai perguntar onde foste
E tu dizes apenas
Que saíste, viajaste

Amuar faz bem

Nada como um bom amuo
Apenas um recuo quando nada sai bem

E depois voltar
Como se nada fosse
E reencontrar o lugar
Guardado por um bom amuo

segunda-feira, novembro 05, 2007

Palavras sábias

Eu quando abro os olhos, não ajo. Eu quando abro os olhos, decido.

O João

O João é um contentor de ranho cheio até cá em cima...

domingo, outubro 28, 2007

O maior post de sempre

Vou tentar escrever o mais post que alguma vez escrevi neste blog. A razão é muito simples... Já cá não escrevo a 18 dias... 18!!! E por isso a quantidade enorme de informações, notícias, acontecimentos desinteressantes que tenho para partilhar estão a acumular-se...
Não sei se faça isto por pontos ou em texto corrido... Pontos, vamos por pontos...

1- O primeiro ponto tem que ser dedicado única e exclusivamente a ACT... O primeiro dia de aulas foi no dia 15 de Outubro, e desde então tenho andado num completo estado de felicidade. Vou contente para as aulas e venho de lá com um cansaço de felicidade, que me faz querer mais todos os dias. Estou cheio de vontade de aprender, estou sedento de novas informações, estudo todos os dias, leio mais um pouco. Não me importa se vou ser o totó, o sabichão ou seja lá o que for. Chegou a minha hora de mostrar o que valho e já perdi demasiado tempo com timidez e falta de "cojones". Ando contente por rebolar no chão, mais feliz ainda por fingir que sou uma máquina de lavar a roupa, passo muitas horas de olhos fechados mas de ouvidos bem abertos, tenho brincado mais do que pensei e lutado por me manter no topo. Estou ambicioso e motivado, e preparado para levar no corpo e na cara as vezes que forem precisas até me tornar mais forte...

2- Tenho ido ao cinema... desde a última vez que aqui escrevi já fui ver uma série de filmes aqui ficam pequenos comentários:

Morte num funeral - que me fez rir mesmo muito, um filme mesmo simples mas com algumas tiradas simplesmente geniais;
Superbad - comédia adolescente, não é nada de especial... pelas críticas pensei que fosse melhor, mas tem uma persongem que salva o filme chamada McLovin;
Estranha em mim - A crítica arrasou com o filme nos E.U.A. mas estou a falar em tochas e fogueiras em público; e por isso como as minhas expectativas estavam rentes ao chão, acabei por gostar do filme. É um filme de acção que não é bem.
A outra margem - Fui ver ontem, e chorei... A história podia ser melhor, mais bem aproveitada, pois tem ali pano para mangas; as interpretações, são muito boas, e alguns actores deixaram uma marca bem positiva. A questão é que o filme podia estar mesmo muito bom e não está, vive muito as custas da genuidade natural de Tomás de Almeida e a sensação é que isso não basta para fazer um grande filme.
Filmes que ainda quero ver: O Julgamento, O Escafandro e a Borboleta, Fados, Um Azar do Caraças...

3 - Li muita coisa: li o Hamlet, li o Manual do Actor, li o Persepolis (foi muito difícil de encontrar, ainda só tenho o primeiro volume, mas se os outros três forem como o primeiro, temos obra-prima) e li o último livro do Harry Potter (eu sei que vou muito atrasado em relação ao que devia; mas é o livro mais fascinante da série, a conclusão de muitas portas, o fim de quase uma década a ler os livros do Harry. Vão ficar muitas saudades de esperar pelo próximo livro, de o devorar assim que o tinha nas mãos... Proximo passo: os dois filmes que estão por estrear)
a ler: Estética teatral, manual minimo do ator, a gaivota e Édipo-Rei.

4 - Foi ao teatro: Fui ver o Hamlet (o pico do drama, o exagero que só é compreendido à luz da altura em que foi escrito e representado, muita atenção aos diálogos e a forma como de frases e discursos tão mordazes se consegue ainda dar tabefes a ideias e ideais contemporâneos), fui ver La trilogie des dragons (veio colocar-se, a seguir ao The Pillowman, como um marco. Foram 5 horas de peça com três intervalos. É a história de duas raparigas desde os 8 aos 80. Foi inacreditável, 8 actores a fazerem mais de 20 personagens, uma visão sobre a dualidade Ocidente - Oriente, fascinante; uma peça galardoada e elogiada pelos quatro cantos do mundo. Um trabalho de encenação e de representação que é equivalente ao de uma maratona, majestoso, imponente, surpreendente).
A ver: Sweeney Todd; A dentada; Made in Eden.

5 - O meu irmão fez 30 anos, e como já não estavamos todos juntos no aniversário dele eu rumei ao Porto numa viagem relâmpago; eu fiz 25 anos... estou mais velho, mais muito mais sapiente... Obrigado a todos aqueles que me ligaram, tentaram ligar, mandaram mensagem, que me deram prendas e presentes (que eu adorei!!!), que me ofereceram jantares. E um muito obrigado a minha tia Aninhas, por mais uma vez, com a simplicidade que lhe é tão própria, me ter feito sentir em casa, no primeiro de 25 anos que não passei com os meus pais...

Acho que aqui fica um resumo de todo aquilo que foi importante nestes últimos dias...
Ficou muito por dizer, mas espero voltar ao ritmo do costume para não me atrasar tanto...

quarta-feira, outubro 10, 2007

Corrida aos Óscares - Portugal

Eu sei nunca fomos nomeados, o nosso cinema não é do tipo Oscarizável, pelo menos para já. Mas agora ler Anthony Kaufman a insultar assim o nosso país é que não... País em desenvolvimento? Desde quando...

You've got to hand it to Bulgaria, Chile, and the Philippines: Year after year, the countries proudly enter their most celebrated films into the race for the Academy Award for Best Foreign Language Film--with not a chance in hell of winning. And poor Portugal: it holds the record for most submissions without ever receiving a nomination. With the exception of Bosnian director Danis Tanovic's "No Man's Land" victory in 2002, the prize has never gone to a director from a developing country.

Alguém tem que deixar de criticar cinema e passar a estudar um pouco de geografia mundial...

Momento clássico da Bridget Jones num blog aqui ao lado

link

terça-feira, outubro 09, 2007

Eu acredito...

Eu acredito que se não rezar a noite, não consigo adormecer.

Eu acredito que tenho sonhos premonitórios.

Eu acredito que Deus tem um humor irónico e que se ri mais do que nós achamos.

Eu acredito que se gostei de uma peça numa loja, tenho que voltar no dia a seguir e se ela lá estiver, então compro.

Eu acredito que Deus está no vento... mesmo.

Eu acredito que o Brufen é cura para todos os males.

Eu acredito que chorar faz bem.

Eu acredito no bem

domingo, outubro 07, 2007

Prevenção

Das últimas vezes que tenho ido ao cinema, apanhei este anúncio, e deixou-me tão impressionado que tinha mesmo que o deixar aqui...
Para ver e rever com atenção...

quinta-feira, outubro 04, 2007

Os Incorrigíveis....

Como é que se consegue fazer dois minutos tão hilariantes com uma palavra tão básica como piassaba. É de ver e chorar por mais...



Da última vez não correu muito bem por isso fica aqui o link

terça-feira, outubro 02, 2007

No final...

Foi como chegar a superfície e respirar nova vida....
Foi não saber o que disser... Nem fazer...
O corpo ao princípio sem reacção e de repente sem avisar uma maré cheia de emoções. O sangue a correr mais rápido, as pernas a deixarem de sentir os pedais, os olhos marejados a gritarem de alegria e da minha boca um silêncio ensurdecedor.
O respirar fundo, o segurar do volante de forma controlada, o bruxelear das luzes passageiras a hipnotizar-me o olhar.
Todo isto no momento em que do lado de lá me disseram: "Tiveste 17 na tese".
Passei dias e anos a espera deste momento, nos dias anteriores parecia que estava a arrastar uma cadeira, a preencher mais um formulário, nada me inportava, tudo era feito com facilidade e despreocupação.
Mas naquele momento, o peso que se arrastava a seis anos, o coxear dos passos incertos, a curva dorsal do peso de uma má escolha, libertou-se, rompeu, partiu...
Nessa altura, procurei a música ideal para ouvir, nessa altura aquilo que escolhi foi isto...

Sentiu-se invadir
Por uma estranha lucidez
Que o conduzia pelas calhas
Do passado
Serenamente descobriu
Que afinal tudo tinha o seu
Sentido
Levou o olhar à janela
Lá em baixo
A rua estava abandonada
Levantou o fecho
E de repente
Alcançou a liberdade

Acabou-se a angústia
Dos seus passos em volta
Dum amor com que ele apenas
Sonhou
Pela primeira vez
Tinha o futuro nas mãos
Abriu a janela e voou ...
(Jorge Palma, Passos em Volta)
e neste caso ele não se suicida... ele voa...

domingo, setembro 23, 2007

sábado, setembro 22, 2007

It's a date

Defesa da tese - 27 de Setembro / 16:50
Apresentação do mestrado - 28 de Setembro / 12:00

Está quase... está mesmo quase

quinta-feira, setembro 20, 2007

Mais boa música portuguesa

Mais uma música bem disposta, com uma letra incrível.
Esta sim Catarina, é que era boa para o vídeo do Nuno.

Há qualquer coisa de leve na tua mão,
Qualquer coisa que aquece o coração.
Há qualquer coisa quente quando estás,
Qualquer coisa que prende e nos desfaz.

Fazes muito mais que o sol.
Fazes muito mais que o sol.

A forma dos teus braços sobre os meus,
O tempo dos meus olhos sobre os teus.
Desço nos teus ombros para provar
Tudo o que pediste para levar.

Fazes muito mais que o sol.
Fazes muito mais que o sol.
Fazes muito mais que o sol.
Fazes muito mais...

Tens os raios fortes a queimar
Todo o gelo frio que construí.
Entras no meu sangue devagar
E eu a transbordar dentro de ti.

Tens os raios brancos como um rio,
Sou quem sai do escuro para te ver,
Tens os raios puros no luar,
Sou quem grita fundo para te ter.

Fazes muito mais que o sol.
Fazes muito mais que o sol.
Fazes muito mais que o sol.
Fazes muito mais...

Quero ver as cores que tu vês
Para saber a dança que tu és.
Quero ser do vento que te faz.
Quero ser do espaço onde estás.

Deixa ser tão leve a tua mão,
Para ser tão simples a canção.
Deixa ser das flores o respirar
Para ser mais fácil te encontrar.

Fazes muito mais que o sol.
Fazes muito mais que o sol.
Fazes muito mais que o sol.
Fazes muito mais...

Vem quebrar o medo, vem.
Saber se há depois
E sentir que somos dois,
Mas que juntos somos mais.

Quero ser razão para seres maior.
Quero te oferecer o meu melhor.
Quero ser razão para seres maior.
Quero te oferecer o meu melhor.

Fazes muito mais que o sol.
Fazes muito mais que o sol.
Fazes muito mais que o sol.
Fazes muito mais que o sol.
Fazes muito mais que o sol.

terça-feira, setembro 18, 2007

Os Incorrigíveis

Ricardo Araújo Pereira, Zé Diogo Quintela, Herman José e Bruno Nogueira, numa produção conjunta Sapo mais Produções Fictícias. Este post é em homenagem a todos aqueles que eu conheço que trabalham na TVI... Só conheço uma pessoa, tu L.



O resto pode ser encontrado aqui

Não, não é um vício

só que na minha visita diária a blogs de vez em quando encontro umas coisas engraçadas...
"What Kind of Junk Food Are You?"

You are creative, complicated and flirty, although perhaps a bit disorganized and unpredictable! You're a great example of a 'melt-in-your-mouth' personality wrapped up in a colorful package!

LINDOOOOOOOOOO

Há uns dias atrás, escrevi um post com uma música que tem estado em repeat, e que por isso mereceu um belo post neste singelo blog...
Qual o meu espanto quando ontem percebi que tinha um comentário do próprio músico. Sim, é isso mesmo, Paulgo Gouveia, a.k.a. GOMO, veio aqui, deixou um comment e deixou-me com uma cara de espanto...
Isto é lindo...
Ainda nem estou em mim.
"if you don't believe me, just log on to the website..."

Mini férias

Dois dias de descanso, dois dias em que não pensei em teses, nem relatórios, dois dias em que:
subi e desci colinas-passeei por Lisboa-fui a praça do comercio ao Domingo- comprei três livros para ler quando tiver tempo- dormi- fui almoçar a Cascais- fui a feira da juventude- comprei umas sapatilhas- passeei mais um pouco- corri...

domingo, setembro 16, 2007

postsecret moments #3

Este achei fenomenal...

sábado, setembro 15, 2007

Amo-te

Às vezes gosto de escrevê-lo.
Outras gosto de gritá-lo.
Mas é bom ver a tua cara quando to sussurro ao ouvido.

Às vezes gosto de surpreender-te, escreve-lo onde menos esperas.
Outras digo-o extasiado.
Mas é bom ouvi-lo.

Principalmente se fores tu a dizê-lo

sexta-feira, setembro 14, 2007

Feist em Portimão

Acabei de ver nas notícias o juiz que vai tratar do caso Maddie (que hoje já foi a terceira notícia, depois do apocalipse que seria uma eventual gripe das aves mas que já não é, e do scolari - bateu, não bateu) a entrar na comarca de Portimão.
Estava a ouvir Feist - My Moon, my man.
É o maior... Ou então tem simplesmente bom gosto musical...

Que génio sou eu?


Faça você também Que gênio-louco é você? Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia

Persepolis

Foi por acaso que soube da existência deste filme (é o que dá perder tanto tempo na net). Nem sequer sabia que existia uma BD antes do filme. De qualquer maneira, parece-me um tesouro enorme, numa altura em que se fala de liberdade de expressão por esse mundo fora. Ganhou o prémio do júri em Cannes...

quarta-feira, setembro 12, 2007

Está quase...

Sinto-me próximo de um final aguardado, quase como inspirar fundo depois de me terem segurado debaixo de água. Sinto-me desejoso de queimar a pelo com o sol, de embebedar-me com o vento.
Tenho vontade de correr sem parar, de gritar mesmo afónico, se arrancar paredes com as mãos...
Estou cheio de vida e com uma vontade enorme de vencer.

(entreguei a tese, agora é esperar pela avaliação)

terça-feira, setembro 11, 2007

Já chegou

Para todos aqueles que pacientemente aguardaram, já vos posso mostrar a imagem por completo....


Amigos e Amigas, apresento-vos o meu novo Mini...



Lindo como o dono....

sábado, setembro 08, 2007

Heat de Verão

Sim, Heat de Verão, está bem escrito. Acho esta música uma glória. É o Iládio, a letra do Sérgio, o ritmo contagiante... Muito boa

Eu quero ser eternamente moderno
Eu quero ser modernamente terno e eterno
Eu quero ter sempre o teu calor no máximo
Quarenta graus à sombra, menos seria péssimo

Sempre, sempre que é Verão os suores
Vão do frio ao quente e ao gelado de amores
Lambe o sal e o meu creme solar
Morde o meu ombro ou o menu do jantar

O iceberg cai da base também
Se formos ao fundo diz-me só se estás bem

O sol a pique e a dizer-lhe que fique
O sol a pôr-se onde o amor se parece
A lua a brilhar, só se foi de te amar
O sol a nascer só se foi… de te… reconhecer

Eu quero ter o teu ar condicionado
Vou respirar em pleno o nosso amor sussurrado
Se adoecermos assim não é grave
Se eu quisesse ir para casa tinha trazido a chave

Há-de haver uma “roulote” ainda aberta
Só negoceio um beijo, o segundo é oferta
Eu quero é ser eternamente moderno
Eu quero é ser modernamente terno e eterno

O iceberg a nossos pés afundou
Se viermos à tona diz-me só quem eu sou

O sol a pique e a dizer-lhe que fique
O sol a pôr-se onde o amor se parece
A lua a brilhar, só se foi de te amar
O sol a nascer só se foi… de te… reconhecer

GOMO e Sérgio Godinho



Surpresa?!?!???!


Como todas as surpresas, também a minha sofreu um pequeno imprevisto e por isso só vos posso mostrar um pouco daquilo que será uma grande surpresa.

quinta-feira, setembro 06, 2007

A todos os leitores deste blog

Até sábado este blog terá uma surpresa para mostrar a toda a gente...

Não se esqueçam de passar por aqui...

Oscar Buzz II - Melhor filme

Esta é a segunda parte da minha tentativa de enumerar alguns dos possíveis candidatos a melhor oscar. Da primeira leva, agora que os primeiros festivais já ditaram a fortuna de alguns, sabemos que Atonement continua a ir bem lançado (fala-se até em nomeações nas principais categorias) e Michael Clayton, perdeu pontos, não vai bem como filme mas tem grandes interpretações. Vamos então a seguinte leva de 6 filmes, deixei de fora alguns filmes que ainda não têm trailer, como Charlie Wilson's War, Sweeney Todd, Youth Without Youth ou Nothing is Private. Mas vamos agora então a nossa lista de mais 6 candidatos ao Oscar.

3:10 to Yuma: Um remake de um antigo filme de 1957, com Russel Crowe e Christian Bale, do mesmo realizador e produtor de Walk the Line, James Mangold. Tem tido muito boas críticas desde que estreou, e a quem diga que Peter Fonda e os dois protagonistas terão nomeações. Mas desde 1992 que não se faz um bom western e este pode acabar tão esquecido como os outros todos.

No country for old men: Filme dos Irmãos Coen, sobre um caçador que dá de caras com uma quantidade enorme de heroína e muito, muito dinheiro, ao reclamar o que encontrou como seu, irá desencadear uma grande onda de violência, pelas mãos de Javier Bardem. Mas os Coen têm andado a fazer filmes de qualidade "média", apesar deste filme ter sido uma surpresa na Bienale.

Rendition: Filme de Gavin Hood, que venceu o Oscar por Totsi. Inclui uma porrada de boa gente a fazr boas coisas, Meryl Streep, Reese Witherspoon, Alan Arkin e Jake Gyllenhaal. O tema do filme é actual, terrorismo, missing people. Mas pode perder-se exactamente por isto, muitos temas, pouco tempo, confusão...

Once: Este filme tem tido mixed feelings. Há quem o ache pequeno demais, no star power, realizador pouco conhecido. É a história de um músico de Dublin e uma imigrante checa que durante uma semana vão compondo músicas de acordo com o desenvolver da sua história de amor. Um filme sem pretensões, e que apesar de pouco chamativo em termos comerciais, tem criado muito barulho a tal ponto que já se começou a fazer o trabalho de bastidores para levar este filme aos Óscares.

Reservation Road: Do realizador do excelente Hotel Ruanda, chega-nos uma história sobre um atropelamento de uma criança e a forma como isso acaba por mexer na dinâmica de duas famílias. Tem uma história de puxar à lágrima, e é totalmente focado nas interpetações dos actores. Mas pode ser uma história demasiado forçada e com o simples intuito de fazer chorar.

The assassination of Jesse James by the coward Robert Ford: Andava tudo um pouco céptico com este filme até que na Bienale ele surpreendou toda a gente e agora tudo fala na magnífica realização e nas excelentes interpretações. Mas tem tudo para ter uma vida muito curta. Vá 155 minutos de filme... o Robert será assim tão cobarde...

quarta-feira, setembro 05, 2007

Para TODOS os residentes no porto

Achei que já tinha falado nesta peça aqui e afinal não. A peça chama-se The Pillowman. Esteve e é uma produção do Maria Matos em Lisboa e vai dar um pulinho ao Porto. Vai estar de 7 a 16 de Setembro no Teatro Nacional de São João (terça a sábado às 21:30 e Domingo as 16:30). É uma peça em Lisboa com o Gonçalo Waddigton, o Albano Jerónimo, o Marco D'Almeida e o João Pedro Vaz. No POrto o Albano vai ser substituído pelo Nuno Lopes.
Vale a pena ver, pela surpresa do texo e pelas magníficas interpretações. Na altura tinham-me falado muito bem dela e eu consegui apanhar o último dia de representações em Lisboa, não me desiludi, não me desapontei.
Cheguei ao fim a dizer:
"Um dia, um dia eu vou ser eu a representá-la."
O meu conselho:
CORRAM A COMPRAR BILHETES: LEVANTEM ESSES RABOS GORDOS E PREGUISOÇOS: VÃO VER BOM TEATRO...

terça-feira, setembro 04, 2007

Hoje antes de me ir deitar...

..quero-te deixar com uma música.

RECADO

Aqui me tens ajoelhado
Senhora aceita o meu recado
Que hoje deixo ao Filho Teu
Senhora leva tudo o que é meu
Senhora leva tudo o que é meu

São alegrias e são tristezas
São os meus dias, toda a beleza
Que sempre encontro em meu viver
Senhora venho agradecer
Senhora venho agradecer

Amor que sinto no Teu olhar
Calma que encontro em Teu escutar.
Senhora aceita o meu recado
Senhora leva tudo o que é meu
Aqui me encontro ajoelhado
Assim me dou ao Filho teu.

(obrigado a todos aqueles que nos últimos dias, apareceram de surpresa, ligaram, mandaram mensagens, e aos quais eu ainda não tinha dito nada)

Granny

07/12/1917 - 03/09/2007

domingo, setembro 02, 2007

The Catherine Tate Show


Aqui está a minha nova paixão. Esta mulher é inacreditável e ultimamente tem me feito rir descontroladamente (obrigado mano por me teres comprado em Inglaterra e mana pelo rápido envio para Lisboa). Depois de Little Britain, esta foi a comedia britânica que veio preencher um lugar nas minhas séries favoritas de comédia. A primeira vez que vi foi porque estava à espera para ver o Extras na RTP2 aos domingos à noite e desde então ela passou a ser um clássico, acho que ela representa muito daquilo que eu gosto na comédia britânica. Gosto tanto desta série que já me apanhei a usar expressões de algumas das personagens.
Vou deixar-vos aqui com alguns videos das minhas personagens preferidas:

A primeira tem que ser a Lauren: o estandarte de uma geração de miúdos ingleses. Ela representa o teenager argumentativo e consegue dar sempre a volta a outra pessoa através da sua expressão: " Am I bovvered?" (e sim os dois v's estão certos.). O skecth que escolhi foi um feito no Royal Variety Performance em que ela se mete com a Rainha que está a assistir ao espectáculo. "My husband an I..."


Depois vem Kate and Ellen: duas empregadas de um escritório e enquanto uma quer sempre trabalhar a outra entra sempre no jogo de "Adivinha quanto/quando/como?" o que acaba sempre por levar a que não quer jogar a mandar respostas disparatadas. O skecth que escolhi é sobre quanto é que Kate correu no dia anterior com o seu personal trainer. "50 miles!"


A terceira personagem que escolhi chama-se Georgie. Ela tem sempre uma petição nova com que chatear o seu colega Martin, e convence-lo de que "Every 38 minutes..." algo acontece a alguém... Escolher um skecth para esta personagem foi muito difícil, escolhi este mas vão ao Youtube ver este também:



A última personagem é Nan Taylor. Uma típica avó que diz uma coisa, pensa outra, acusa outra pessoa de o ter dito, mata quem ainda não morreu e acha que toda a gente a quer roubar. Tem a língua muito solta, nenhum dificuldade em usar a palavra f*ck sem qualquer problema e pronta para retaliar qualquer comentário que o seu neto faça.Esta é uma das personagens mais conhecidas da série e por isso um sketch nunca lhe fará justiça. O skecth que escolhi é quando o neto vem mostrar o video da férias e a vizinha escocesa que se acabou de mudar vem conhecer a vizinha de baixo.

quarta-feira, agosto 29, 2007

Eu recomendo

Semente de Sésamo.
Descobri este blog através de um blog de uma rapariga que não conheço mas conheço muitas pessoas que a conhecem... Bom mas agora isso não interessa nada.
Aquilo que realmente importa é darem uma espreitadela a um blog de fazer crescer água na boca. Tem receitas óptimas, muito fáceis de fazer e que nos deixam orgulhosos das nossas fracas qualidades como cozinheiros. Fiz a uns dias atrás o bolo de chocolate, a tarte húngara, e é verdade as fotos que vão ver. Fica com aquele aspecto e é muito fácil de fazer.
Ás vezes as receitas não têm indicações, só os ingredientes, outras não têm as indicações completas mas chega-se ao objectivo muito facilmente.
Vale a pena, vale mesmo muito a pena por isso toca a ir lá visitá-lo nem que seja para deliciarem os vossos olhos bem rapidinho.

segunda-feira, agosto 27, 2007

Tremelgas 1

Este post já cá devia estar há muito tempo, mas acabou por não fazer parte das prioridades depois do que aconteceu na semana passada.
Mas bom, aqui vamos nós para mais um capítulo da minha curta, mas preenchida vida camtílica.

A primeira coisa que tenho que fazer é pedir desculpa a todos os que fizeram campo comigo este ano. A minha cabeça andou demasiado ocupada com muita coisa e sei que houve momentos no campo em que eu parecia totalmente desligado, mas também quem é que me manda a mim querer fazer um campo excelente e uma boa tese, quase ao mesmo tempo?

Mas a parte este pequeno momento tenho que dizer aqui que o campo correu muito bem. Fizemos a maior parte daquilo que nos propusemos, rimo-nos mais do que era suposto, demos a volta a todas as rasteiras que nos foram pregando e no fim dos dez dias tinhamos muitas histórias para contar.

Valeu a pena? Vale, sempre. Fiz coisas neste campo que nunca tinha feito antes e que hei-de levar para sempre. Há sempre uma novidade em todos os campos mas este foi propício em coisas boas e novas. Tenho 16 animadores a quem quero agradecer e 42 tremelgas que se portaram à altura.

Momentos que vou recordar:

- A unha partida da Tia Carmo;

- A procura de um retro-projector;

-O "Queres." por telefone;

- Tocar o "Boa-noite, Senhor";

- Chorar a contá-lo;

- O adjunto que ninguém sabia onde estava;

- A mamã a puxar dedos;

- Os 3 dias de preparação;

- O Filipe a dizer asneiras;

- As transformações instantâneas dos livres;

- As trocas sinceras de pulseiras;

- A loucura desmedida na cozinha;

- Os intervalos dos sketch made by animadores (a flor a ser trocada, ponto negativo - o sol,..);

- As natas do mal e as idas ao hospital;

- Mas acima de tudo, isto:

quinta-feira, agosto 23, 2007

terça-feira, agosto 21, 2007

A1 - km 227.3

Carro da frente demasiado próximo.
*click*
Guinada para a esquerda, guinada para a direita, pião.
*click*
primeira volta, vidros partidos, muito barulho
*click*
Segunda volta, airbags abertos, muita terra,
*click*
Parou...
Abri a porta...
Saí...
Ajoelhei-me...
*click*
Procurei sangue... Não o encontrei...
*click*
O carro? Destruído..
*click*click*

quinta-feira, julho 26, 2007

Há sequer palavras para isto...

http://www.myheritage.com


Fiquei muito contente por o Joaquin estar no meio destes todos... Acho que senão entrava em depressão..

segunda-feira, julho 23, 2007

Acabaram de me ligar da ACT

E eu..



ENTREI, ENTREI, ENTREI....

ahahaha, In your face....

Boa... A minha Geni deu cabo deles... Boa... Lindo...YUUUUUUUUPPPIIIIIII!!!

agora tenho que voltar a minha tese que ela não se escreve sozinha...

quarta-feira, julho 18, 2007

A correr...

é assim que tem sido esta semana. Entre a tese (um aparte só para dizer que o Pedro Magalhães é o meu salvador); o CAMTIL (olha as camionetas, olha o campo, olha os meninos, olha as cartas) e o teatro (Hipólito+Geni vs Hipólito+Nat King), eu não tenho parado...
Pelo menos é sinal de que estou vivo...

sexta-feira, julho 13, 2007

Oscar Buzz- Melhor filme

Eu sei que talvez seja muito cedo e sim temos uma série de outros prémios que são menos tendenciosos e mais justos, que não tem a ver com dívidas por saldar. Mas apesar de tudo, toda gente tem um fraquinho pelos Oscares, toda a gente fica a espera desta grande noite para fazer apostas e para ver se as suas predições estão certos.
O que vou fazer aqui, é falar-vos de uma série de filmes para os quais devem estar atentos para a categoria de Melhor Filme.
Vamos por uma lista:

Atonement: adaptação do livro de Ian McEwan, incluído na lista da TIME magazine como "All-TIME 100 Greatest Novels". O filme é do realizador do Pride and Prejudice (2006) e tem como personagens James McAvoy, Keira Knightley e Romola Garai. Vai abrir o fetival de Veneza. Tem o problema de a história se expandir por vários décadas.

The Golden Age: a continuação do grande filme Elizabeth (1998). O potencial deste filme é enorme. A história por si vale a pena, e temos depois como elenco Cate Blanchett, Geoffrey Rush, Clive Owen e Samantha Morton. Mas é uma sequela e tem que ultrapassar o anterior.

There will be blood: Filme do Paul Thomas Anderson (Magnolia) com a participação do excelente Daniel-Day Lewis. Sobre a procura de óleo no Texa, uma famíilia e os temas de inveja, religião. Mas a compreensão entre P.T. Anderson e a Academia é praticamente nula.

His Dark Materials: The Golden Compass: Filme fantástico da produtora do Senhor dos Anéis com o realizador do About a boy. Tem um elenco muito bom, incluindo Nicole Kidman, Daniel Craig, John Hurt, Eric Bana, e os livros são um must-have para os fãs do fantástico. Mas não tem final e este é um terreno estranho para Chris Weitz e pode vir a ser outro "Crónicas de Nárnia"

The Savages: Da produtura que o ano passado nos trouxe o filme de Sundance e vencedor de alguns óscares "Little Miss Sunshine", chega-nos "The Savages" a história sobre uma família disfuncional com Phillip Seymour Hoffman e Laura Linney, escolhido em Sundance. Será que a história se repete?

Michael Clayton: Uma história sobre advogados que tem como porta-bandeiras George Clooney, mas onde não podemos esquecer outros dois gigantes Tom Wilkinson e Tilda Swinton. Tem o problema de ser o primeiro filme de um argumentista de bons filmes de acção.

Por hoje fico aqui nesta categoria, mas há muitos mais por aí em filmes onde podemos encontrar os nomes de Jake Gyllenhal, Johnny Deep, Mike Nichols, Todd Haynes e outros tantos. Por isso eu depois vou pondo outras apostas e mais para a frente uma lista dos TOP 5

quinta-feira, julho 12, 2007

Postsecret moment #2

Às vezes acho que quero ser actor, só para poder fazer coisas que no dia-a-dia não posso...


A semana passada...

... saíste porta fora, corri atrás de ti, voltaste a entrar, e no meio da indecisão e das lágrimas, bateste o pé e dizeste que não saías mais. Respirei fundo, agradeci ao carregador de telemóvel (deixado ao acaso, de propósito) e voltei a abraçar a minha certeza...

Dear Granny

Last week I went to see you. And see you is indeed the best of words. We barely talk, in fact, I was mute, you mumbled the few words you still can. It was difficult!
I don't have that many images of you as the sole matriarch of the family, i don't recall you in Guilhomil bossing everyone, sitting in the chair eagerly waiting for our childish theatres.
But I recall a few things, I still recall the smell of hamburguers as soon as you open the door to your flat. I still recall playing with your zoo of plastic animals, I still recall watching tennis on Eurosport, even though, must of the times, I would prefer the psychadelic images of Dragonball. I still recall your amazingly "snow white" hair, and your fierce piercing blue eyes.
From the deep ice-blue oceans that they are, you looked at me last week, while you floated in the bedsheets, and tried talking to me. You didn't spoke, but I could hear you whispering.
If I could, in that particular moment, I would pick you up and we would fly, no destination... But somewhere blue.